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Josué e as Quatro Garantias Divinas do Sucesso.



“Tão somente sê forte e corajoso” (Josué 1.18).

Era grande a angústia de Josué. Tinha diante de si uma tarefa difícil: Conduzir um rebanho desgovernado, que sempre caminhara à revelia das orientações divinas. Também o líder anterior não obteve êxito nessa tarefa. John C. Maxwell (Dando a volta por cima, pag. 57) declara que experiências negativas anteriores acabam levando pessoas empreendedoras a desenvolver o medo e iniciar um ciclo de fracassos. 

Esse era o seu risco. Ellen White declara que “Foi com grande ansiedade e desconfiança em si mesmo que Josué encarou a obra que se achava diante de si” (PP, pag. 482). Isso, porque depois de longo período de choro pela perda de Moisés, havia o risco de o povo ficar preso às lágrimas, ao remorso e ao sentimento de fracasso. Eles sabiam que eles mesmos foram os culpados da impossibilidade do grande profeta adentrar a terra da promessa. Foram suas constantes queixas que levaram Moisés ao ato impulsivo de ferir a pedra --ato este que lhe custaria o privilégio do ingresso na terra. 

Josué sabia que era momento de marchar, mas a pergunta era: como? para onde? Diante das circunstâncias aparentemente "desastrosas" do presente, havia a necessidade de que a voz segura do Deus de Israel se erguesse e orientasse a Josué acerca do caminho a segui na tarefa de conquistar a terra. Foi quando então Deus veio a seu encontro e lhe deu as respostas, assegurando que sua obra junto ao povo alcançaria bom êxito. Deus lhe fez ver que os receios eram inapropriados. Todo o Céu estava ao seu lado naquele momento desafiador.

Como líder do rebanho do Senhor, às vezes eu também tenho me angustiado diante das lutas e desafios de meu ministério. O mesmo comodismo, medo, preguiça e rebeldia do povo de Israel ainda são percebidas nos dias de hoje. Paulo alertou à igreja de Corinto sobre esse perigo (1Co 10: 1-6). Às vezes, percebo isso até mesmo em minha própria experiência. Fácil é para o meu coração tornar-se preso aos pecados, dúvidas e inseguranças que tantas vezes minaram a utilidade de tantos que, como Josué, também sentiram o peso da tarefa sob seus ombros. Se isso é verdade, então, como Josué, descobri que preciso também hoje ouvir das garantias de Deus para que o sucesso alcance meu trabalho, enquanto participo na missão. Quais garantias seriam essas? Na análise de Josué capítulo 1, pude selecionar pelo menos quatro, as quais citarei a seguir:

1. Em primeiro lugar, a garantia da promessa. Como Josué, me vejo sempre desafiado a compreender que o sucesso de minha empreitada se ancora não em minha sabedoria e recursos próprios, mas acima de tudo, na promessa de Deus. Ele me diz hoje: “Eu dou” (Js 1:2); “Eu prometi” (v. 3). O livro de Hebreus afirma que háduas coisas nas quais é impossível que Deus minta: Sua Palavra e Seu juramento (Hb 6:18). Procuro sempre entender que não há apenas o desafio da conquista; há também uma promessa de conquista. O sucesso de meu trabalho já se garante pela Palavra de Deus, bastando a mim tão somente orar e trabalhar sob o amparo de Sua graça poderosa. 

2. Em segundo lugar, a garantia da presença. Como Josué, preciso também entender que Deus estará comigo onde quer que eu vá, enquanto no cumprimento de meu dever. Sua voz ainda diz: “Não te deixarei, nem te desampararei” (Js 1:5). Percebo que não estarei sozinho em meio aos desafios do ministério. A missão de salvar é primeiramente divina. Ele quem começou a busca (Gn 3:8), seja Josué, eu ou qualquer um que se dedica ao serviço no Reino de Deus, podemos dizer como Paulo: “somos cooperadores de Deus” (1Co 3:9). E se a Onipotência caminha a meu lado, por maior que seja o desafio, “não temerei mal algum, porque Tu estás comigo” (Sl 23: 4). Sua presença trará a vitória sobre Suas asas. Serei bem sucedido por onde quer que eu venha andar (Js 1: 7).

3. Em terceiro lugar, a garantia do chamado. Como Josué preciso entender que meu ofício é mais que um trabalho, é acima de tudo uma vocação divina, e, portanto, não haverá lugar para o medo e a fraqueza. Jeremy Taylor, autor de muitos provérbios, disse uma vez: "No mar estamos mais seguros em meio às tempestades que Deus nos manda do que na amizade aparentemente bonançosa que o mundo nos oferece". A mesma voz que falou a Josué diz hoje aos meus ouvidos: “Sê forte e corajoso... não te mandei eu?” (v. 9). Sempre quando caminho consciente da guia divina, o temor fenece, cadeias se quebram, muros desmoronam e sinais e maravilhas seguem meus passos. Houve ocasiões em que problemas aparentemente insolúveis sob a ótica humana se resolveram, depois de trazidos ao altar de Deus. Quando avançamos cientes de que é Deus quem impulsiona os nossos passos, certamente a coragem vence o medo e o milagre acontece.

4. Em quarto lugar, a garantia da instrução. À luz de tudo isso, posso dizer que eu entendo que acima de tudo, trago a convicção de que o meu chamado não é para a realização sonhos mirabolante e idéias fantasiosas, nascidas de meu coração caído e pecaminoso. Nos dias atuais, é fácil perceber o quanto as igrejas têm sido afetadas pelas chamadas ciências sociais a fim de desenvolver o crescimento do rebanho. Enquanto nos debruçamos sobre livros escritos sob a luz do discernimento carnal, ofuscado pelas luzes da tecnocracia e engenho humanos, a Bíblia nos revela que Deus mesmo já tem um plano. Devo eu, com a humildade que caracterizaram os santos homens do passado buscar de Deus a compreensão desse plano. Nas palavras de Paul R. House (Teologia do Antigo Testamento, pag. 253), “A questão, no início do livro [de Josué], não é se o Senhor planeja lutar ao lado de Israel, mas em que condições e de que maneira essa ajuda divina acontecerá.” De modo como Josué, eu devo me preocupar tão somente com as prioridades de meu ministério: A contemplação da Palavra de Deus, a comunhão com o Céu numa vida de santidade, à luz das orientações de divinas. Não devo jamais me afastar do “livro da Lei”, sem dele me desviar “nem para a direita nem para a esquerda”, pois sob essa condição, serei “bem sucedido” por onde quer que eu venha a andar (v. 8). Enquanto realizo isso, embora preso circunstancialmente aos meus medos e limitações, tão próprias de meu estado pecaminoso, Deus mesmo certamente se encarregará do resto. 

Sempre que vierem desafios, será tempo de ouvir de novo as mesmas palavras de Deus a Josué. Ele chamou e Ele mesmo nos dará sucesso. Basta que creiamos em Sua promessa, Sua presença, Seu propósito e estarmos atentos à Sua instrução. (Claudio Sampaio /com ajuda de Luiz Carlos Tavares)

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Um comentário:

  1. Bom as 4 garantias de sucesso. Escreva sobre números 27:18-20

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