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Lucas 5:1-11: Como Jesus transformou seguidores desanimados em discípulos comprometidos

"Quando pede que de novo arremesse as redes, e estas retornam repletas de grandes peixes, viram eles que a Causa de Jesus estava bem segura."


 O relato de Lucas 5:1ss se insere num contexto de desânimo entre os discípulos de Jesus e mui especialmente, em Pedro. Até então, ele e seus amigos não haviam assumido o compromisso com a Causa de Jesus de modo definitivo. Seu coração ardoroso tergiversava entre a fé e a descrença em razão de pelo menos três motivos: 1) o aparente abandono de Jesus a João batista em sua prisão e morte; 2) a perda de popularidade de Jesus na Judéia; e 3) principalmente, diante da perseguição desencadeada pelos rabinos e sacerdotes da nação. Mas agora, se acrescentava à essa lista o fracasso da pesca na noite anterior. Diante disso, Pedro se achava mergulhado nas trevas do desânimo, pensando seriamente em desistir da caminhada iniciada ao lado de seu Mestre. Quem de nós discípulos modernos de Jesus podemos afirmar que já não passamos em algum tempo por essa espécie de sentimento?
Podemos considerar que o fracasso na noite de pesca havia sido uma tentativa do Adversário de intensificar o desânimo no coração de Pedro e seus sócios para enfrentarem o desafio do seguimento de Jesus. Em seu livro O Desejado de Todas as nações (DTN), pág. 249, Ellen. G. White afirma que é obra do Mal o infundir desânimo, e obra de Cristo, o inspirar a fé e a confiança. E certamente, isso ambos fizeram naquele dia. Se o Opositor trabalhou por toda a noite contra a fé de Pedro, foi pela manhã que Jesus agiu graciosamente em defesa de Seu seguidor vacilante. Notamos que em poucos instantes, em um ato miraculoso quebrou Ele o poder da descrença e renovou as aspirações do claudicante Pedro. Pois foi diante da maravilha que Jesus realizou naquele dia às margens do mar da Galiléia, que ao lado de Pedro, os discípulos desanimados se transformaram em apaixonados seguidores.
Mas como Jesus realizou isso?

1. Em primeiro lugar, Jesus revelou-se Ele mesmo comprometido com a obra que o Pai lhe dera para fazer. Notemos que naquela manhã, bem cedo, logo após a pesca, já havia uma multidão a espera de uma palavra de Jesus. Embora cansado, Ele não os despede. Pede apoio a Pedro, que após a noite de pesca, agora se detinha a lavar as redes. Pedro dispõe seu barco, e Jesus inicia sua pregação à multidão reunida às margens do Mar da Galiléia. Seu primeiro discurso não era direcionado a Pedro: estava diretamente relacionado com as pessoas à Sua volta. De modo que Pedro bem de perto, poderia contemplar maravilhado o poder das palavras de Jesus e seu efeito na vida daqueles que O ouviam e de algum modo se animar diante desse quadro. Percebia mais uma vez que Jesus era Alguém que respirava uma atmosfera superior e estava além da percepção e lógica meramente humana. E que Ele era realmente Aquele que os coração dos homens sempre havia aguardado.
2. Em segundo lugar, Jesus se revelou-se preocupado com as necessidades deles. Jesus sabia de suas carências materiais e espirituais. Sabia também de seu desânimo. Sabia que estavam desmotivados pelo fracasso de Seu movimento incipiente pelas circunstancias negativas dos últimos dias , de modo que sua primeira abordagem a eles se direciona para sua necessidade pessoal: a de pescar peixes e sustentar as necessidades de suas famílias. Quando pede que de novo arremesse as redes, e estas retornam repletas de grandes peixes, viram eles que a Causa de Jesus estava bem segura. Nada lhes faltaria do que era realmente necessário. E foram assim levados a cumprir o chamado de Jesus de que em primeiro lugar, deveriam buscar o Reino e a sua justiça, pois alimento e vestes lhes seriam acrescentados (Mateus 6:25 e 33).
3. Em terceiro lugar, Jesus revelou a verdadeira condição de seus corações. Eram pecadores. Eles eram talvez ardorosos no amor, todavia, pecadores. Entre eles e Deus havia grandiosa distância, mas que agora estava sendo quebrada. E eles confessaram sua incapacidade de permanecerem firmes no ideal. Entretanto, perceberam que eram aceitos apesar disso. Como se distanciariam dAquele que era o “Deus Conosco”? Isso está evidente nas ações de Pedro, que encarna o pensamento do grupo, pedindo que Jesus se afastasse, querendo, todavia, retê-Lo. Como bem entendeu Ellen White, embora dissesse “Senhor, retira-te de mim” (v. 8), ao agarrar-se a seus pés, era como uma súplica para que Ele não se retirasse, todavia (DTN, 246). Somente quem sabe de sua verdadeira condição saberá agir de maneira sábia para com Deus: Saberá que não pode viver na presença do Santo, mas se sentirá incapaz de viver distante Dele. E esse pensamento Jesus sabiamente conseguiu inspirar em seu discípulo.
4. Em quarto lugar, Jesus lhes arrancou o medo e os desafia a abraçar o chamado. “Não temas”, disse Ele. Na verdade, não precisavam temer. Aquele que sabia de seus conflitos interiores e que os levou ao sucesso na pesca saberia lidar também com as adversidades de seu trabalho no momento que estas lhes sobreviessem. Diria futuramente o apóstolo João que o perfeito amor lança fora o medo (1João 4:18). Diante de tal medida de amor e complacência, Jesus teve êxito de dirimir o medo que assombrava o coração de seus seguidores naquela circunstância e reconduzi-los após Seus passos, na missão sagrada de salvar pecadores. “Eu vos farei pescadores de homens” (v.10). E esse ofício era acima de tudo superior àquele que até então desempenhavam no trabalho ordinário. O resultado foi que eles arrastaram as redes e o barco até a praia, e “deixando tudo, o seguiram” (v. 11).
***
Quando acompanhamos a trajetória desses homens, vemos a grandeza de sua obra que até hoje impressiona nossos corações. Mas foi preciso que Jesus os arrancasse de seu desânimo e abatimento e os erguesse para mais alto, a uma fé profunda em Sua pessoa e a uma convicção de seu chamado. E penso que seja também assim que se dá conosco: Embora possamos muito fazer em nossa humildade, é preciso que aprendamos sempre mais e mais a confiar em Cristo, na certeza de que seremos plenamente usados por Ele. E Ele, como fez com Pedro, sempre estará disposto a dar novas revelações e novas manifestações de Sua graça. [Cláudio Soares Sampaio].

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