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O Descanso de Hebreus 4

O Descanso de Hebreus 4:  Seria o descanso pela fé contrário ao descanso do sábado semanal?


O sábado como memorial do Éden aponta para um tempo em que o homem gozava de plena comunhão com o Criador e estava livre das fadigas e tribulações decorrentes do pecado. Mas além disso aponta para a soberania de Deus sobre Sua criação. A proposta do evangelho é reconduzir o homem ao estágio de homem novo, “nova criação” (2Co 5:17) e à plena comunhão com o Criador, em um novo Céu e nova Terra, no eterno descanso em Deus e com Deus. O livro de Hebreus, em seu capítulo 4 menciona a entrada no descanso de Deus para o crente tendo sua referência o sétimo dia: 
"Porque nós, os que temos crido, entramos no repouso, tal como disse: Assim jurei na minha ira Que não entrarão no meu repouso; embora as suas obras estivessem acabadas desde a fundação do mundo. Porque em certo lugar disse assim do dia sétimo: E repousou Deus de todas as suas obras no sétimo dia." (Hb 4:3-4).
Pergunto: O descanso em Jesus, prometido no Evangelho ocuparia hoje o lugar do sábado?

 

O Propósito da Exortação de Hebreus 4


Uma vez que a reconciliação ou reestabelecimento da comunhão da criatura com o Criador se inicia com a experiência da fé na redenção em Cristo, sendo que Ele é o próprio Criador e sustentador do cosmo (Cf. Hb 1:1-3), Hebreus afirma que é no “hoje” (ou no agora), no instante em que cremos em Seu poder de salvar e a Ele nos entregamos pela fé, que então se inicia o reestabelecimento daquela comunhão perdida no Éden, iniciada no sexto dia da criação e celebrada no sétimo, na plena unidade do Criador com suas criaturas (cf. 4:3a). Mas o início não é ainda a plenitude. Ansiamos ainda a plenitude, nosso retorno ao Éden, o reino de Deus.

Antes de tudo, é bom salientar que o autor de Hebreus percebe a similaridade das experiências entre a comunidade a que se dirige e seus antepassados. Nesse sentido, como o texto mesmo afirma, também houve o anúncio do evangelho (ou boas-novas) aos antepassados (cf. Hb 4:1-2). Porém acrescenta que na conquista da terra, a Josué não se deu de forma cabal o descanso que Deus idealizava para eles, a saber, a irrupção do Reino de Deus por meio da fidelidade do povo à aliança e ao Messias (como mais tarde seria profetizado pelos profetas e nos Salmos, em diversos textos). 

A razão de o Israel segundo a carne haver fracassado, segundo a Escritura, sempre foi a incredulidade: ao se negarem a responder com fé nas promessas de Deus em conduzi-los até o ponto que Ele havia planejado, e por isso ficaram na metade do caminho (cf. Hb 3:7-11; 4:2). Algumas vezes encontraram a prosperidade material e a expansão do reinado de Israel, mas não experimentaram a irrupção do reino de Deus. Ao se negarem finalmente a reconhecerem o Messias em Jesus de Nazaré, a promessa do Reino de Deus já não se vê atrelada ao povo judeu como nação, mas permaneceria com o remanescente fiel de Israel, que se torna a Igreja, e que agora proclama esse Reino para o mundo todo. E é essa grande salvação em Jesus, o grande descanso que o livro de Hebreus nos capítulos 3 e 4 anunciam. E a parênese ali, que tem sua referência no Salmo 95, tem como finalidade alertar que eles, os hebreus convertidos não deveriam repetir os erros de seus antepassados, impedindo o cumprimento da promessa, ao desistirem de sua fé em Jesus. Diz o texto (cf. Hb 4:1).

Mas podemos questionar: O que Deus esperava deles e em que ponto falharam?

 

O Chamado ao Descanso pela Fé 


Quando salvou Seu povo hebreu, Deus prometeu a Moisés: “A minha presença irá contigo, e eu te darei descanso” (Ex 33:14). Para Moisés e Israel, essa promessa era grandiosa, após o longo período de lutas e escravidão no Egito. Porém, como tantas vezes Deus havia dito, as promessas desse descanso eram condicionais e apelavam para a fé e obediência de Seu povo: “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz, e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos. . .". 

Como observa Pedro Apolinário, os hebreus, sempre motivados em entrar na terra prometida, quando se lembrava das promessas, sempre se esqueciam de cumprir as condições. Por isso, o Salmo 95 citado em Hebreus 3 e 4 afirma que por sua “incredulidade” na promessa dada por Deus, quase todos pereceram no deserto, sem desfrutar da terra prometida (cf. Hb 3:14-19). Isso não impediu que Deus prosseguisse apelando seu povo em cada momento, a fim de que aceitassem a graça que desejava oferecê-los. A queda espiritual do povo e sua rejeição à autoridade divina é uma constante nos profetas e nos Salmos.

Era para esse descanso que Jeremias apelava quando escreveu: “Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para as vossas almas...”(Jr 6:16). O apelo de Jeremias atualiza a promessa para o povo, anos depois do deserto.

Também o Salmo 95 atualiza o apelo de Deus para o “hoje”, ao afirmar que embora o povo houvesse entendido um cumprimento da promessa do descanso com Josué, o Seu propósito pleno ainda terá seu lugar, e para que ela se realize, é preciso que o Seu povo permaneça em atitude de fé em Seu poder de salvar e cumprir Sua promessa, e assim não repita os erros da geração passada, sob a pena de permanecer fora do descanso (Hb 4:7). Desse modo, também a promessa era para aquele dia, o “hoje”. O salmista espera que o povo que aguardava a salvação de Deus permanecesse em atitude de fé, naquele dia, e por isso atualiza o apelo para que não haja o endurecimento do coração no dia chamado “hoje”. Ele entendia que essa exigência era sempre atual para o povo da aliança.

Quando ao citar o Salmo 95, o autor de Hebreus busca afirmar o mesmo pensamento do salmista, entendendo que o apelo de Deus é para todos em todos os tempos e lugares, incluindo o povo cristão da Nova Aliança. Seu apelo é que eles busquem, “hoje”, abrir o coração para a graça soberana de Deus e assim entrem no descanso prometido. Ele afirma categoricamente que se Josué tivesse dado descanso, Deus não apelaria ao povo de novo, em outro dia, o "hoje", como sendo o dia de descanso (cf. Hb 4:8). E quando traz o tema do sábado, ele o apresenta tão somente para resposta a uma pergunta: “como se entra no descanso pela fé?” E a resposta: “deve repousar como Deus repousou no sétimo dia, descansando de suas obras”. O “como descansar em Deus?” é a questão em voga, e não a pergunta “devo ou não devo descansar no sábado?”. 

Nesse sentido, aqui o sábado é usado apenas como uma metáfora para o descanso eterno que se inicia na redenção pela fé na salvação operada por Deus. O anti-tipo (ou mesmo contraste) se estabelece entre a terra da promessa alcançado por Josué e o descanso pela fé, concedido por Jesus. Nada no texto oferece a possibilidade de que seja afirmada a negação do sábado semanal como dia sagrado. Antes, pode-se dizer que a simples utilização do sábado dentro do contexto sugere que de fato era sagrado ou a força da metáfora não teria seu efeito.

 

O Sábado de Hebreus 4


Desse modo se nota que o descanso mencionado em Hebreus 4 não descaracteriza o sábado do sétimo dia. Ele é citado apenas como uma metáfora para dar sentido ao caráter do descanso em Deus como exigido por Ele desde os dias do deserto. Se desde aqueles dias havia o descanso sabático semanal e se exigia um descanso em Deus, um descanso nunca conflitou com o outro. O evangelho (ou boas novas) pregadas a eles nos chega a todos no dia que se chama "hoje", exigindo a mesma atitude pedida a eles: Descanso dos esforços humanos e confiança de que Deus realiza a salvação daquele que crê nEle. 

Ademais, se o sentido da experiência de fracasso dos antigos hebreus tem seu uso relacionando com a experiência do Êxodo e o descanso em Deus na terra da promessa, o sentido do descanso eterno tem sua referência no descanso sabático de Deus, e não no dos homens, como o autor de Hebreus mesmo afirma: “Deve descansar de suas obras, como Deus, das Suas”. Se de fato buscamos uma referência para o descanso prometido com base em nosso descanso semanal, veremos que embora venhamos a descansar a cada sábado, sempre saberemos que esse descanso está incompleto em seu sentido escatológico, pois não revela ainda a plenitude do descanso que terão aqueles que aceitam a redenção pela fé. Ainda não descansamos o descanso primevo, o descanso como Deus descansou, pois agora estamos presos às fadigas e às lutas com o pecado. Desse modo, o descanso sabático referido é o de Deus, ocorrido no passado, desde a fundação do mundo. Apenas aquele sábado de Deus remete a nossa mente para o eterno e perfeito descanso que teremos Nele, no Éden restaurado. Assim, de fato, “resta um repouso para o povo de Deus” (Hb 4:9), prefigurado pelo descanso de Deus no sexto sétimo dia da semana da Criação.

Retornando ao ponto inicial, a promessa de descanso, citada em Hb 4:1 permanecerá até que sejamos plenificados com a comunhão com o Criador tal como experimentou Adão naquele sétimo dia no Éden. Como o autor de Hebreus mesmo diz: Tudo permanece em forma de "promessa". Em Cristo adentramos o limiar do Reino e já o vivenciamos, e temos confirmada a nossa entrada nesse descanso, pela fé. Em Cristo, descansamos na salvação de Deus e cremos naquilo que Ele fez e fará por nós. E até que o “descanso” definitivo ocorra, o sábado do sétimo dia tem seu propósito de relembrar a cada semana de onde viemos e para onde vamos: do descanso em Deus e para o descanso em Deus que abraçamos em forma de promessa no momento em que descansamos em Cristo pela fé.

 

Conclusão


Concluindo, o evangelho já existia desde os dias do deserto, com suas figuras e tipos que asseguravam a graça de Deus. O povo foi privado da entrada no descanso definitivo por conta de sua incredulidade. Já nos dias da monarquia, o salmista entendia que o descanso era para além do descanso dos conflitos desse mundo e exigia uma atitude de fé na graça de Deus. Seu apelo para o hoje é o mesmo do autor de Hebreus: ambos tencionam chamar a atenção para a atitude de fé para que recebam a graça do descanso. O descanso mencionado não é o do sábado semanal, mas a posse da salvação pela fé, quando descansamos no poder de Deus que nos salva através de Jesus. 

Assim, entendo que o descanso do sábado não conflita com o Evangelho: Ele proclama o senhorio de Deus sobre Sua criação e também a submissão de Seus súditos a Ele. E até que o Céu a Terra passem, o sábado ainda é o memorial de nosso tempo edênico, no passado e no futuro, e por isso também tem sua relevância no presente, ao nos apontar o Criador e nos ensinar a descansar nEle. [Claudio Sampaio].

46 comentários:

  1. acho que não disse nada entrou e fugiu do assunto.e mostrou que e mas um que foge da palavra.o inimigo e tão sujo que uns dos dias mas proveitosos e o sábado pra tudo, pra festa pra se ganhar dinheiro.pra passar por cima da vontade de DEUS.

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    1. Anônimo, gostaria que você definisse qual foi o assunto proposto no começo do ensaio, qual foi a questão abordada e em que ponto o autor fugiu do assunto. Tenho a impressão, pelo seu comentário, que você tinha outras expectativas em relação ao texto que não era pretendido pelo autor. Mas volte a comentar. Abraço.

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    2. o anonimo ai em cima só poo ser testemunha de jeová, ele guarda o sabado e se ofendeu com isso ai do sabado!! adorei o texto parabéns claudio sampaio DEUS FALOU AO MEU CORAÇÃO DE DECIDIR PARA A OBRA DE DEUS! A PAZ!!!

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    3. Os adventistas que guardam o sábado.

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  2. Caro Marcelo o comentário anterior Anônimo não me parece coerenre...em todo caso seu texto me descortinou a mente para pensar um pouco mais...no final do cap.4 vemos o autor falando sobre entrar com confiança diante do "trono da graça" e isso me trouxe a mente a relação que o sabado ou descando de Deus tratado nessa epístola com a oração e a comunhão ...ou seja, com um nível mais profundo com a vida pós regeneração em que precisamos viver de um modo conectado e íntimo com Deus e pra isso temos que desenvolver diversas práticas que despertem nossa sensibilidade para estar permanentemente diante de Deus...nesse caso sou obrigado a dizer que esse descanso é essencialmente relacional...tendo os componentes da fé e da confiança inclusas nesse pacote a vida devocional integral de oração, meditação, adoração, louvor e ações de graças diante de Deus.
    É ao meu ver um descanso fruto de nossa vida relacional de fé e confiança para com Deus. Um abraco fraterno.

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  3. Glória a Deus!!! Mas fiquei com uma duvida no ultimo paragrafo,vc guarda o sábado? Me responda por favor!!!

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    1. Fiquei em dúvida se a pergunta era para mim, amigo Davi. Mas se é, digo que sim, sou observador do sábado e dos demais mandamentos de Deus.

      Abraço e volte a comentar.

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  4. Muito bom comentario tirou minhas duvidas se entra no descanso pela fé e se perde pela incredulidade.

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  5. A guarda do Sábado não é para a ser salvo, mas é testemunho de que pela fé já a alcançamos em Jesus.
    Este estudo me ajudou muito, pois o que eu já entendia não sabia explicar com palavras.
    A Paz do Senhor Jesus meus irmãos. Obrigado Pastor Cláudio Sampaio

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    1. Obrigado pela participação, amigo Delano. Lembrando que não é uma exegese exaustiva, mas apenas uns apontamentos para dirimir uma dúvida. abraço e volte a comentar.

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  6. Hj dia 03/05/2104 esse capitulo entro em discussão na classe da escola sabatina, e alguns irmão pareciam forçar esse texto a um sentido que ele não tem, o de que Paulo estava "mandando" os hebreus guardarem o sétimo dia, o que não é o caso. Diversos outros textos da bíblia reafirmam e nos exortam a guardar o sábado, mas este de Hebreus não me parece ter esta intenção, pelo menos não de uma maneira tão direta quanto tantos outros textos.
    Abraços

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    1. De fato, amigo Adão, o autor da lição foi infeliz ao usar este texto como texto-prova para a questão do descanso sabático, algo que não resiste a nenhuma exegese equilibrada.

      Obrigado e volte a comentar.

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  7. claudio sampaio, quem náo guarda o sabado será condenado? me responda por favor !

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  8. Olá Neres, obrigado pela visita e colaboração.

    Sobre ser condenado, eu só posso lhe dar uma resposta bíblica. Sei que esse caso de ser condenado ou salvo entra na esfera de Deus, que salva a quem quer e quando quer por meio de sua graça revelada em Cristo. Desse modo, mesmo um ignorante da fé que nada saiba de Jesus, ou Budista do Nepal que nunca teve acesso a Palavra de Deus, se Deus em seu justo juízo quiser salvá-lo, salvará pela graça possível em Cristo, embora este salvo até possa desconhecer isso. No Céu terá sua surpresa. Deus julgará a sinceridade de coração daquele que segue os impulsos do Espírito e anda no temor de Deus mesmo sem conhece-lo, certo?. Mas se eu falo para alguém que é cristão e vive na base da aliança com Deus em Cristo, as obras devem corresponder a sua profissão de fé.

    Sobre isso, leia em Romanos:

    "Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito" Romanos 8:1;

    "Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus" Romanos 8:14

    Hebreus:

    "Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados. E também o Espírito Santo no-lo testifica, porque depois de haver dito: Esta é a aliança que farei com eles Depois daqueles dias, diz o Senhor:Porei as minhas leis em seus corações, e as escreverei em seus entendimentos; acrescenta: E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades" Hebreus 10:14-17.

    1João:

    "Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos.Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados." 1 João 5:2-3

    "Qualquer que comete pecado, também transgride a Lei; porque o pecado é a transgressão da Lei. E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado. Qualquer que permanece nele não peca; qualquer que peca não o viu nem o conheceu." 1 João 3:4-6

    Bem, o que se conclui? Que se eu sou crente renascido e vivo no Espírito, não sou condenado. Se estou em Cristo não estou condenado. Mas se a Bíblia diz que nos tempos da Nova Aliança o Espírito Santo escreve a Lei no coração do salvo, e se quem vive no Espírito não vive na prática ostensiva do pecado, que João afirma ser "anomia" (=transgredir a "nomos" = lei), ou transgressão da Lei, e que aquele que vive pecando nunca conheceu o Senhor de fato, só me resta uma conclusão. Quem em são juízo rejeita o mandamento de Deus, peca contra Ele e está sem Cristo. E sem Jesus, está condenado. Precisa pedir perdão e redirecionamento dos passos.

    Abraço.

    Volte a comentar.

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    1. Permanece o mesmo erro de sempre. Usar os mandamentos de Deus como instrumento de santificação. É Deus que santifica, ou vocês sabatistas esqueceram o motivo pelo qual o sábado serviu de sinal em êxodo 31:13.

      Se é Deus que santifica, por que pregar a lei? A lei não santifica. O que acontece na nova aliança é a espiritualização da lei, toda a lei é espiritualizada e a guarda física de dias, meses e anos já não é mais necessária.

      Sua salvação não está atrelada a seu comportamento, pois o pecado que te condenou diante de Deus é o pecado de Adão, todos estão mortos para Deus e um morto não pode obter vida por si só.

      E aqueles que não guardam o sábado? Será que eles tem pecado maior do que o seu? Se você se assume como um pecador, e na bíblia diz que se tropeçar em um só ponto se torna culpado de todos, vocês todos são culpados guardando o sábado ou não, dessa maneira não vejo diferença entre nós e nem vejo diferença entre você e um malfeitor. Todos são culpados e todos são humanos. Teria muita coisa pra falar, mas me toma muito tempo, aos poucos vou escrevendo.

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    2. Até agora só li opiniões. Prove suas palavras na bíblia, mas não pegue versículos fora do contexto, por favor.

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    3. Amigo Felipe,

      Obrigado pela sua colaboração no diálogo.

      Não entendo como você se diz tão apegado a Jesus e contra sua Lei. Logo Ele, que em toda a sua vida terrena enalteceu os padrões do Decálogo e os fez mais amplos que o exposto na tábua de pedra. Espiritualização da lei nas Escrituras? Onde viu isso? Veja o Sermão do Monte, em Mateus 5-7. Ali há uma ampliação das verdades contidas nos mandamentos, e nunca uma diminuição. Analise a orientação de Jesus sobre o adultério como era explicado pelos "antigos" que só expunham a letra da Lei: Ser puro no modo de ver o outro (contra o adultério) não diminui o ato sexual (adulterar). Está tudo contido na orientação "não adulterarás".

      Amigo, o mesmo se aplica a todos os demais mandamentos, inclusive ao sábado.

      Negar qualquer obrigação moral da Bíblia com base no amor de Deus se encaixa na dita "graça barata", que prega um Deus apático que apenas morre pelo homem mas não se opõe ao pecado em suas diversas formas, e conduz a libertinagem, pois a salvação é apenas da "alma". O corpo e a vida terrena não se torna afetada pela graça divina. Não é bom esse conceito.

      Deixo para você um texto bem adequado:

      "Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente?
      De maneira nenhuma! Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele?"
      Romanos 6:1,2 (NVI).

      Abraço e volte a comentar.

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    4. A Paz! nessa resposta, o senhor quer dizer que não guardar o sábado é pecado?

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  9. Ainda tenho muitas duvidas em relação ao sábado,se e obrigatorio guardalo ou não,pois a biblia diz que pela graça naos samos salvos, por que guarda o sabado nos dias de hoje porque a maioria das empresa trabalha no sabado em escalas.o que faremos paramos de trabalhar,sera que e certo pois todos os dias podem ser e são de DEUS.

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    1. Olá, Anonimo.

      Obrigado pelo comentário e pela sua franqueza.

      Mas sobre sua fala, não se preocupe. Essa dúvida é da maioria do povo cristão atual. Por isso deve continuar a investigar o assunto sem nenhuma interferência doutrinária ou discurso denominacional. O fato é que essa polarização entre Lei e Graça como se fosse dois conceitos opostos não são bíblicos, mas algo bem recente.

      Lutero não conseguiu entender bem esse conceito, embora pregasse a validade dos 10 mandamentos como ele conhecia (catecismo). Mas essa proposta de que houve um tempo em que Deus usava da Lei e outro que se valia da graça para a salvação de seu povo é fruto da doutrina dispensacionalista, condenada pela grande maioria dos evangélicos conservadores,mas mantida por um grupo mais voltado para uma leitura literalista da Bíblia. Essa doutrina, propagada por volta de 1830 por um clérigo inglês, John Darby a partir de umas visões de uma adolescente de 15 anos chamada Margareth MacDonald, propagou a ideia de que há 7 dispensações (ou eras) no trato de Deus com seu povo: Inocência, pecado, governo humano, promessa, lei, graça, reino de Deus. Cada período sucedeu ao outro, como substituição. Se depois do periodo da lei veio a graça, a a graça anula a lei. Por isso é comum o jargão: "estamos na era da graça e não da lei", como se Deus salvasse um grupo pela lei e outro pela graça. Contra a Escritura, que diz que Abraão e Davi, como dois representantes das fases histórica de Israel foram salvas e justificadas pela fé. Sobre isso leia Rom 4 atentamente, depois do capitulo 3, que diz que não nenhum justo, nenhum sequer. Além disso em Rom 3:31 paulo mesmo responde a uma pergunta: Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma! Antes, [nós] estabelecemos a lei. (Romanos 3:31).

      Se Paulo não via oposição entre lei e graça e se mesmo no AT Deus salva pela graça e não pela lei, ambos não eram opostos. Há o lugar adequado da lei de Deus, e este é o coração de seus servos:

      "Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados. E também o Espírito Santo no-lo testifica, porque depois de haver dito: Esta é a aliança que farei com eles Depois daqueles dias, diz o Senhor:Porei as minhas leis em seus corações, e as escreverei em seus entendimentos; acrescenta: E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades" Hebreus 10:14-17.

      Talvez a grande questão é sobre a dificuldade para obediência, e esse tem sido o motivo maior de muitos na rejeição do sábado. mas considere Daniel e seus amigos na Babilônia, que preferiram ser jogados ao fogo ou aos leões, mas não abriram mão da fidelidade a Cristo.

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    2. João 5:16-18 diz: “E os judeus
      perseguiam Jesus, porque fazia estas
      coisas no sábado. Mas ele lhes disse:
      meu Pai trabalha até agora, e eu
      trabalho também. Por isso, pois, os
      judeus ainda mais procuravam matá-lo,
      porque não somente violava o sábado,
      mas também dizia que Deus era seu
      próprio Pai, fazendo-se igual a Deus”

      Até Jesus Cristo foi perseguido por conta disso... hahahah
      triste...
      Por favor , não se esqueçam da GRAÇA !!!

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    3. Olá Anônimo

      Obrigado pela participação.

      Mas sinceramente não entendi bem o teor de seu comentário. Mas vamos lá.

      O sentido de "violava o sábado" no v. 18 está no final do v. 16 quando se diz que ele "fazia estas coisas no sábado" (VCF). Que coisas ele fazia que os judeus consideravam quebrantar ou transgredir o sábado? Simplesmente o fazer o bem, curar, entender que não havia mal em um homem sair com um esteira debaixo do braço e ir para sua casa depois de curado, como no contexto do cap. 5, onde ocorre a cura do paralítico. O ato de não somente ficar em pé mas também conseguir recolher a esteira e conduzi-la até a sua casa era a prova irrefutável de que estava curado. Os fariseus, sacerdotes e escribas odiavam Jesus porque a visão dele acerca do sábado divergia da que eles passavam à população. Comentaristas afirmam que nesse tempo, até mesmo levar um lenço era transgressão. Assim cuspir no chão, andar mais que 2.000 côvados, pouco mais que 800 mts era considerado transgressão. Jesus disse que eles colocavam fardos impossíveis de carregar. E não só era contra essas tradições humanas, como as confrontou pelos seus atos.

      Quer saber? Se eu vivesse nesses dias, também eu seria chamado de transgressor. E assim seria com qualquer adventista. Nós seguimos o exemplo do Mestre e nesse dia fazemos o bem, até à custa de nosso trabalho.

      Sobre a Graça, fica para outro post. Não dá para analisar tudo num só. Mas o que a Bíblia fala de Graça e a Lei é simples: A lei nos mostra o estado de pecado. Corremos para Cristo para o perdão. Ele perdoa e nos dá a Graça, que nos liberta do domínio do pecado. Aí há prazer na obediência e arrependimento na desobediência. Lei aponta o pecado. A Graça nos liberta do pecado.

      Só não entendo quem gosta de falar da graça como um licença para transgredir. Aí vai contra Jesus e o apóstolos. Lei depois 1João 2:3 e 3:3-5.

      Abraço e volte a comentar.

      C.

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  10. Bom dia, existe a LEI MORAL e a LEI CERIMONIAL, a LEI MORAL que são os 10 Mandamentos permanece para que possamos saber o que é certo e o que é errado.
    Faço uma pergunta:
    Eu posso matar?
    Eu posso adulterar?
    Eu posso roubar?
    CLARO que NÃO!
    Onde eu encontrei esses 3 mandamentos tem mais 7, inclusive o que Deus nos manda descansarmos no sétimo dia!
    Quem mudou o DIA de DESCANSO para o domingo foi o Imperador CONSTANTINO em adoração ao "deus sol", e em seguida a igreja católica aderiu a essa prática incoerente.
    Vejam o que Paulo nos diz em Romanos 7:7 em diante:
    "Que diremos, pois? É a Lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não conheci o pecado senão pela Lei; por que eu não conheceria a concupiscência, se a Lei não dissesse: Não cobiçarás."
    Que Jesus nosso Salvador abençoe a todos!
    Deocássio de Souza Tavares.

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    1. A igreja já observava o domingo como dia de culto a Deus muito antes de Constantino meu amigo. Existem varias provas disso.

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    2. Olá Antônio Gaspar

      Obrigado pelo cementário.

      Mas sobre sua fala, algumas observações:

      1. Quando vc fala que a IGREJA observava o domingo, qual a sua perspectiva de igreja?

      Digo isso pq nesse tempo antes de Constantino havia tanta ideia herética em circulação que nas Cartas o apóstolo João deu diversas orientações sobre como lidar com heresias, até mesmo chegando a aconselhar que os crentes não se ajuntassem com eles. Houve ideias sobre Jesus afirmando que era um mero homem e não era divino. Houve ideias sobre as Escrituras como as de Marcião que já no segundo seculo já rejeitava o AT e diversos livros do NT e pensava que o único que merecia crédito na Biblia era Paulo. Houve, já nos dias de Paulo, divisões acerca de assuntos de ordem religiosa relacionada ao Judaísmo, rejeição de gentios, etc. Mas o que nunca se viu foi alguma palavra apostólica dando apoio às heresias. Antes, a palavra apostólica era uma corretiva para elas. Por isso, afirmar que havia pessoas guardando o domingo ao invés do sábado nesse período é admissível, mas afirmar que a IGREJA APOSTÓLICA dava endosso a essa prática, falta comprovação. Aliás, há evidências de que sempre houve guardadores do sábado em todas as eras da igreja.

      2. As ditas provas podem ser encontradas assim como hoje aqueles que buscam fazer uma revisão do Cristianismo com base nos escritos Gnosticos e as demais fontes extracanônica dos escritos Coptas, achados em Nag Hamadi, na decada de 40. Há diversos evangelhos esotéricos que de fato correspondiam ao período pré-Constantino, com diversos matizes do Cristianismo pós-apostólico. Mas como eu disse acima, não nenhuma palavra apostólica que dê apoio as essas supostas provas. Elas existem, mas não com endosso das Escrituras.

      Essas minhas considerações só terão valor se vc valoriza a Biblia como a única regra de fé e conduta, é claro.

      Abraço.

      C.

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  11. Pastor solicito que verifique as referências bíblicas!!!!!

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    1. Olá Anônimo

      Obrigado pela dica. De fato havia umas duas citas equivocadas. Mas foram corrigidas.

      Volte a comentar.

      Pr. C

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  12. Pastor, obrigada pela suas explicações, mas por favor explique-me Colossenses 3:16-17 "Portanto ninguém vos julgue pelo comer ou pelo beber ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados. Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo."
    As igrejas que não guardam o sábado usam este capítulo como justificativa.

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    1. Olá amigo

      Obrigado pelo interesse no assunto

      Sobre esse tema muito já foi publicado. mas há algo novo por aí nas teses doutorais que a cada dia fortalece a convicção adventista e de outros teólogos que admitem não haver possibilidade de ligar o sábado semanal ao texto de Colossenses 2:16. Fica abaixo o resumo da tese do Dr. Ron du Preez intitulada "Julgando o sábado em Colossenses 2:16"

      Parte 1:

      "Este documento contem o mais completo e detalhado estudo acadêmico da frase bíblica “festas, lua nova ou sábado” em Colossenses 2:16. A maioria dos intérpretes tem argumentado que a seqüência indica festas anuais, celebrações mensais e o sábado do sétimo dia. Ron du Preez argumenta de maneira cuidadosa que o termo sábado não designa o sábado do sétimo dia nesta passagem, minando assim, seriamente, a tese prevalecente.
      Dividido em duas seções principais, a parte um (capítulos 1-9) trata de assuntos de linguagem e contexto, e a segunda fornece mais evidência técnica para apoiar as conclusões tiradas. No primeiro capítulo, du Preez examina a literatura e conclui que Colossenses 2:16 tem sido usado através da história cristã para argumentar que o sábado do sétimo dia foi revogado. Isto determina sua agenda exegética. É verdade que o termo hebreu para sábado (sabbat) nunca designa os sábados cerimoniais? O autor aborda isso no capítulo 2. Ele estuda as 111 ocorrências da palavra sabbat no Antigo Testamento e observa que dessas, 94 designam o sábado do sétimo dia e 19 designam algo mais. Ele distingue esses dois grupos de textos por prestar atenção particular nos marcadores sintáticos e lingüísticos, então, ele conclui que o termo é usado para referir-se à semana, ao Dia da Expiação e aos anos sabáticos.
      Du Preez também examina, no capítulo 3, o uso da terminologia do sábado na Septuaginta, particularmente o processamento da frase hebraica sabbat sabbaton usado para designar o Dia da Expiação e os anos sabáticos. O argumento em questão indica que a Septuaginta nunca usou o simples termo sábado para designar os sábados cerimoniais. Du Preez demonstra que a frase sabbat sabbaton é apenas uma vez traduzida como sabbata sabbaton na versão grega. Em todos os outros casos é usado o termo sabbata. Consequentemente, sabbata é usado para os sábados cerimoniais.
      A discussão move-se para o Novo Testamento e a forma como o autor usa o singular sabbaton e o plural sabbata (usado em Cl 2:16). Ele conclui que os termos sabbaton e sabbata são usados para designar o sábado do sétimo dia, um único sábado do sétimo dia, uma “semana”, e “sábados” do sétimo dia. Du Preez argumenta que isto não é tão diferente do uso de sabbata na Septuaginta, onde designa o sábado do sétimo dia, sábados do sétimo dia, e sábados cerimoniais, tais como o Dia da Expiação e os anos sabáticos. Estas conclusões estão baseadas no uso de marcadores específicos no Novo Testamento que o ajudou a identificar casos onde sabbata se refere ao sábado do sétimo dia ou a algo mais (por exemplo, o sábado do sétimo dia é acompanhado por artigo definido, o verbo guardar, a palavra dia, e assim por diante). Sempre que sabbata designa a semana, a palavra é acompanhada por um numeral indicador (por exemplo, “primeiro dia da semana”. Em Colossenses 2:16, sabbata não está acompanhada por nenhum desses marcadores específicos.
      Du Preez volta à Bíblia Hebraica para examinar a conexão entre sabbata e os sábados cerimoniais. Ele confirma que em Levítico 23:32c o sabbat hebraico se refere ao Dia da Expiação e é traduzido para o grego como sabbata. O mesmo uso do singular é encontrado no caso dos anos sabáticos. Ele também ressalta que a Festa das Trombetas também é designada na Septuaginta com o singular sabbaton. A conclusão reafirmada é que o termo sabbata pode designar sábados cerimoniais."

      ...continua

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    2. Parte 2:
      "No capítulo 6, o autor aborda a questão da seqüência do calendário: festas, lua nova e sábado. Ele reconhece que em algumas seqüências de calendário encontradas na Bíblia Hebraica o termo sábado designa o sábado do sétimo dia. Mas ele observa que em todos esses casos nós temos uma seqüência de quatro partes, e não de três partes como em Colossenses 2:16, e que em nenhum deles a seqüência é anual, mensal e semanal. Além disso, em todas essas passagens, o que está sendo discutido não é a observância de dias religiosos específicos mas os sacrifícios oferecidos durante aqueles dias. Conclui-se que aquelas passagens não devem ser usadas para esclarecer o significado de Colossenses 2:16. Apenas em Oséias 2:11 nós encontramos a mesma seqüência.
      Du Preez rejeita o argumento que os sábados cerimoniais estejam incluídos no termo festas (capítulo 7). Ele estuda o uso do termo hebraico chag (festa) e conclui, como muitos outros estudiosos, que designa a Páscoa, o Pentecoste e a Festa dos Tabernáculos. A Septuaginta usa o termo heorte (festa), encontrado em Colossenses 2:16 para traduzir o hebraico chag. Ele sempre designa as mesmas três festas e nunca é aplicado ao Dia da Expiação ou à Festa das Trombetas, os quais eram sábados cerimoniais. Este uso, de acordo com du Preez, continua no Novo Testamento onde heorte designa a Festa da Páscoa, a Festa dos Pães Asmos, e a Festa dos Tabernáculos. Baseado no uso bíblico deste termo, argumenta-se que em Colossenses 2:16 heorte designa estas três festas de peregrinos.
      Baseado em seus estudos lingüísticos anteriores, ele argumenta que na mesma passagem o termo sabbata se refere ao Dia da Expiação, à Festa das Trombetas, e aos anos sabáticos. As conclusões anteriores estão apoiadas no fato de que o termo sombra (Cl 2:17) é usado para referir-se às festas, luas novas e sábados (capítulo 8). Na Bíblia Hebraica,o Sábado não era uma sombra de coisas que viriam, mas estava instituído na Criação. A referência [de sombra] é aos serviços do cerimonial Mosaico os quais apontavam para a obra do Messias.
      A segunda parte do livro concentra-se principalmente nos detalhes lingüísticos e no estudo contextual de Oséias 2:11. Ele conclui que o termo festas designa as três festas de peregrinos, as luas novas são celebrações mensais, e uma vez que o termo sábado não é acompanhado de nenhum marcador lingüístico que o identificaria com o sábado do sétimo dia, o termo designa os sábados cerimoniais. O autor aponta para o pronome pessoal usado em Oséias – “seus” sábados, em lugar de “meu” sábado.
      Ele finalmente argumenta que em ambos, Oséias e Colossenses, nós provavelmente temos um paralelismo invertido intensificado: festas – três festas anuais; lua nova – cerimônia mensal; e sábados – três sábados rituais conectados com o ano.
      Este importante estudo sobre uma passagem muito debatida merece atenção cuidadosa de qualquer um interessado na questão do sábado. Du Preez demonstrou além de qualquer dúvida razoável que em Colossenses 2:16 Paulo não estava tratando do sábado do sétimo dia. Nem todos os argumentos podem parecer persuasivos, mas permanece o fato de que o pressuposto que a frase “festas, luas novas ou sábados” em Colossenses designa todas as festas anuais, as celebrações mensais e o sábado do sétimo dia, está em séria necessidade de revisão, ou ainda melhor, de demissão."

      Dr. Ángel Manuel Rodríguez
      Diretor do Instituto de Pesquisas Bíblicas
      Silver Spring, Maryland, EUA

      Fonte: Ministry (Novembro/2009), p. 26 e 27.

      Mais dúvidas, volte a comentar

      pr. C

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  13. Esse tema me deixou muito intrigado. Ouvi um irmão pregando sobre Hebreus 4:9 dizendo que Jesus hoje é o nosso descanso; Fazendo uma anãlise versículos 3:11 e 18, e 4:1,3,5,8,10,11 - verifiquei que a mesma palavra traduzida por descanso também pode ser traduzida por habitação ou moradia - katapausis- , e que só verso 4:9 que falo sobre o descanso sabático propriamente dito - sabatismos. Nesse texto o autor que está escrevendo para uma comunidade judaica (composta de guardadores do sábado) cita o salmo 95, relembrando a história do povo Hebreu, o qual só conseguiu entrar na Terra prometida através da instrumentalidade de Josué, pois não conseguiram com Moisés, e mesmo assim não entraram no descanso, pois ao invés de seguir as orientações divinas, fizeram alianças com os povos vizinhos, os quais Deus ordenou que destruíssem. Houve o descanso sabático, mas não houve o descanso em Deus. Faltou fé. Hoje os irmãos fazem o contrário. Descansam em Deus, mas "não descansam o sábado". Como se a graça fosse um furo na lei de Deus paa obrigá-lo a conviver com o pecado eternamente.. Vai um desabafo agora...: Se eu encontro um texto na Bíblia que contradiga outro, ou me dê margem para inúmeras interpretações, a Bíblia deixa de ser um livro expirado pelo Espírito Santo e passar a ser um livro humano. Não ganha quem tem mais argumentos. Tanto o que tem mais como o que tem menos perdem, e se perdem. Ou a Bíblia tem harmonia em todos os seus textos, ou ela não é a Palavra de Deus. Deus não muda. Se Cristo tivesse abolido a lei ele não seria Deus.

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  14. Parabéns, Cláudia Sampaio.
    Não conhecia essa página mas agora está nos "favoritos".
    Que Deus ti abençõe nesse seu ministério em defesa da vontade, clara, de Deus.
    Maranata, irmão.

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    1. olá, Samir

      Obrigado pela apreciação.

      Só uma observação: Não é Claudia, mas Claudio, rs...

      Obrigado e volte a comentar.

      C.

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    2. Gostaria de tirar minhas duvidas ainda sobre o sábado e quem não guarda o sábado como eu.

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    3. Olá Solange

      Obrigado pela vinda ao nosso blog.

      Eu poderia te ajudar melhor se expusesse melhor seu questionamento.

      A principal pergunta deveria ser: Vc não guarda por não achar ser correto, por ser complexo em seu contexto ou por não se interessar em cumprir uma regra a mais em sua vida com Deus?

      No aguardo.

      C.

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  15. É serio que pra entender o que significa "festas, lua nova ou sabados"eu devo largar a minha biblia e tentar entender esses termos, como:katapausis,exegética, sabbat, septuaginta, sabbaton, biblia hebraica,versão grega, chag, heort, etc e muito mais?
    Como é que se fala sobre um verso biblico desses, la na igrejinha do interiorr?

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    1. Amigo anônimo, obrigado pela participação.

      Sobre essa complexidade, de fato a Biblia é um livro antigo escrito para pessoas em outro contexto e por isso, aquilo que era muito claro para eles, para nós se torna um pouco complexo, ás vezes. Por isso, a gente precisa ter uma noção maior de 1) outros textos que tratam do mesmo assunto de forma mais clara e 2) de base linguistica e histórica, pra firmar o argumento de forma mais substancial.

      Assim, se vc e outros ainda não tem preparo acadêmico para estudar esse assunto de forma mais profunda, recomendo que vá pelo primeiro ponto: descubra aquilo que o texto não estaria dizendo. Assim, vc vai encontrar textos que falam da Lei Moral como sendo bênção e não acusação e vai entender o que significa essa lei (ordenanças) e esses sábados em Colossenses não poderiam ser o catálogo dos 10 mandamentos, mas o conjunto de regras judaicas e especialmente os sabados cerimoniais que estariam sendo mau usados no contexto da igreja em Colossos.

      Mas fica um conselho: sobre pregar para a igreja, melhor usar textos não complexos. Pregue o mesmo assunto mas usando textos que não despertem dúvidas mas fortaleçam a fé.

      Abraço e volte a comentar.

      C.

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    2. A paz do SenhorJesus! No livro de galatas 3 versículo10 e 11 fala que viver debaixo da lei e viver debaixo de maldição,e no mesmo capitulo fala que o justo viverá pela fé Deus abençoe!!!

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    3. Olá Anônimo

      Obrigado pela visita.

      A melhor resposta seria a própria Bíblia:

      Leia o sentido de fé como algo oposto a deseobediência em Rom 3:31

      Leia sobre a questão da graça e da obediência em Efe 2:8-10

      Há mais textos, mas só digo que uma fé esotérica e mistica nã tem lugar nas EScrituras. A fé leva à obediência. Em Hebreus o autor expõe a razão de muitos ficarem prostrados no deserto em Heb 3 (NVI):

      "Por isso é que se diz: "Se hoje vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração, como na rebelião".
      Quem foram os que ouviram e se rebelaram? Não foram todos os que Moisés tirou do Egito?
      Contra quem Deus esteve irado durante quarenta anos? Não foi contra aqueles que pecaram, cujos corpos caíram no deserto?
      E a quem jurou que nunca haveriam de entrar no seu descanso? Não foi àqueles que foram desobedientes?
      Vemos, assim, que foi por causa da incredulidade que não puderam entrar."
      Hebreus 3:15-19

      Veja os dois últimos versos: a incredulidade é percebida quando há a desobediência. Quer saber quem tem a fé verdadeira que testifica da graça? Quem é obediente.

      Concorda?

      Termino com este:

      "Mas alguém dirá: 'Você tem fé; eu tenho obras'. Mostre-me a sua fé sem obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras."
      Tiago 2:18

      Abraço e volte a comentar

      pr. C.

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  16. Emanuel Silveira Barreto Filhojulho 11, 2016

    Bom dia CLAUDIO SAMPAIO,A PAZ DE CRISTO em nossos corações,estou recebendo estudos bíblicos; nunca na minha vida pensei que poderia conhecer a verdade sobre DEUS,ESPIRITO SANTO E JESUS CRISTO,hoje estou muito feliz por esta oportunidade, por uma Religião; como a Adventista do 7 dia no meu entendimento ate aqui; e a unica que literalmente nos mostram de forma clara e objetiva; a verdade do nosso JESUS CRISTO, hoje eu vejo quão tão cego, mudo e surdo eu estava; sem o conhecimento da verdade, em todos os debates que estou vendo, vejo que DEUS, tem entrado de forma tão linda em meu coração no tocante a obediência aos seus mandamentos; e vejo que com o coração plenamente aberto a DEUS; a nossa abcedência se resulta de forma tão agraciado pelas leis de DEUS; que vejo as duas em tão grande sitônia uma com a outra ficando portanto o reino dos céu aos que abriram seus corações plenamente para a verdade sobre DEUS, ficando portanto que a obediência e a graças são conduzidos pelo ESPIRITO SANTO; em nossas vidas, para alcançar e almejar o REINO DO CÉU,neste mesmo tópico desdo inicio deles, fui questionado por varias vezes mas tendo a vontade de somente receber a verdade e interessante que se lê ate o fim desses tópicos texto para analisar que o inimigo de todas as formas tentam, querer nos distanciar das verdades, mas para quem esta com o Espiro Santo jamais sera confundido com oque a Bíblia nos mostra com a verdadeira vontade de Deus AMÉM. Parabéns e continua firme em seus ensinamentos.

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  17. Penso que sua análise exclui a referencia a o Sábado nos textos de Hebreus. Amenizar este mandamento,faz uma alusão a exclusão da obediência ao 4 Mandamento. Se não, por que se referir a obediência? Ter fé é obedecer um mandamento?
    Abs. Evaldo
    ereinas3@hotmail.com

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  18. Ola pastor , porque guardar o sabado , se sendo que a lei do antigo testameneto pimeiramente era para os Judeus , mas pois ninguem conseguia cumprir a lei , entao Jesus veio e cumpriu por nos , e resumiu em dois mandamentos , amar a Deus de todos coraçao de toda vossa alma e todo entendimento , e amar ao teu proximo como a ti mesmo , mas automaticamente vc cumprindo essas duas todas aqueles mandamentos , pois.vc nao.mataras nao adulteras nao levantara falsso testemunho etc enfim , mas o sabado nao e mais preciso , pois aqueles mandamentos do.antigo sao.sombolicos , mas te ti digo.como guardar o sabado se na biblia diz que o tempo os dias seriam.mudados sendo isso foi mudado o calendario pela ihreja catolica , pois e impossovel guardar o sabado pois nao e o msmo sabado de antes , tbm nao somos judeus e outra nos nao vivemos.mais no tempo da lei e sim no da graças se nao para que Jesus veio ne ? E tbm diz em Gálatas: 4. 9. agora, porém, que já conheceis a Deus, ou, melhor, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? 10. Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. - sendo assim adventistas guardem tbm os meses e anos nao pulem isso tbm , ja que querem tanto guardar a lei . Enfim pastor gostei muito do seu texto sou da assembleia e Deus tem me revelado em sonho que a igreja adventista e uma ceita pois eu tenho pedido.para.mostrar e Deus me.revela alem da.palvra em.visoes e.sonhos enfim algo particular meu , um abraço pastor deixe algum comentario para mim por favor obg meu querido

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  19. E nisto sabemos que conhecemos:
    Se guardarmos os seus mandamentos.
    Aquele que diz: Eu conheço-o e não guarda os seus mandamentos é mentiroso,e nele não está a verdade.
    Mas qualquer que guarda a sua palavra. O amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele.
    Aquele que diz que está nele também deve andar como ele andou.
    Irmãos, não vos escrevo mandamento novo,mas o mandamento antigo,que desde o princípio tivestes.Este mandamento antigo é a palavra que desde o princípio ouvistes.

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  20. E nisto sabemos que o conhecemos:
    Se guardarmos o seus mandamentos.
    Aquele que diz: Eu conheço-o e não guarda os seus mandamentos é mentiroso,e nele não está a verdade.
    Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado;nisto conhecemos que estamos nele.
    Aquele que diz que está nele também deve andar como ele andou.
    Irmãos,não vos escrevo mandamento novo,mas o mandamento antigo,que desde o princípio tivestes.Este mandamento antigo é a palavra que desde o princípio ouviste.

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  21. Aqui está a paciência dos santos;
    Aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus
    AP 14.12

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  22. Muito interessante abordar esse assunto, quis estudar e avaliar mais sobre Hebreus 4 quando havia tirado duas vezes após abrir em Romanos 8 qie tem uma ligação entre eles, vir tirar algumas duvidas, isso é bom essa semana me veio muito a vontade de conversar com Deus e pedir entedimento mesmo estando na igreja a muito tempo depois sair e voltei agora muita coisa não me foi passado, e isso é ruim pra quem é jovem falar e ensinar apenas coisas que já sabemos não faz tantl sentido, hoje em dia busco saber pela palavra e estudos por via de internet, percebo que assim lendo a palavra e procurando estudar ela sozinha é melhor até na minha aprendizagem

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