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Atos 8: Felipe e o Eunuco no Caminho da Redenção





Na leitura de Atos capítulo 8, temos uma das mais belas histórias de conversão das sagradas Escrituras. E pude ver nela, lições maravilhosas acerca de como Deus trabalha em nossa experiência de salvação. Deu até mesmo ideia de um esboço de livro. Mas até que isso seja possível, gostaria de convidar para uma caminhada por Atos capítulo 8 versos 26-39 e apreciar comigo pelo menos oito maravilhas no texto sobre o pecador, sua busca, a ação divina e a participação humana no processo da salvação.

1. Em Primeiro Lugar: Notemos a descrição do pecador (v.27).


Percebemos que era ele um mordomo real. Desse modo, tinha autoridade sobre todos os serviçais e acesso a todo o tesouro do palácio da rainha Candace, da Etiópia. Era, assim, um homem rico e importante, mas ainda assim, pecador: bem vestido e famoso, rico e importante, todavia, carente de Deus.
E essa é a cara comum do pecador, nas Escrituras: pobres como a mulher pecadora lançada aos pés de Jesus em João 8 ou como o paralítico à beira do poço, em João 5. Todos, em nosso interior, nos vemos clamando por misericórdia. Porém, o pecador também é um rico de bens, como Zaqueu, como o jovem rico e acima de tudo, como este etíope, que apesar de toda a riqueza, desce a Jerusalém a fim de buscar o Deus de Israel.

2. Em Segundo Lugar: Notemos a necessidade do pecador (v. 27).


Esta longa viagem de Gaza a Jerusalém é a viagem de todos por todos os lugares, com o desejo de adorar. Às vezes, nem sempre ao que é digno. A viagem ao mundo das obscenidades, dos vícios, da idolatria, do materialismo, das ideologias. Multidões fazem peregrinação aos lugares sagrados, aos caminhos místicos como o de Santiago de Campostela. Mas todos nós terminamos no começo: no desejo de algo mais, que se sacia somente na grandiosidade de Deus. É hora então de fazer o caminho mais penoso, que é o de dispor de nossas próprias concepções, a fim de nos abrirmos para Deus. É o "caminho de volta", a "metanóia", que na Bíblia se denomina “conversão”.
Esse caminho era necessário ao eunuco de Atos 8. E é por isso que o vemos retornando de uma viagem que teria feito, em sua busca de Deus, para o verdadeiro encontro com Ele.

3. Em Terceiro Lugar: Notemos a busca de Deus pelo pecador (v, 26).


Deus viu a ânsia do homem sedento pela Sua presença e envia Filipe ao seu encontro. Percebemos que também Ele envia convites a todos nós, como enviou a outros tantos, no evangelho. Podemos falar aqui de vários, como: 1) o convite a Zaqueu, o publicano desonesto; 2) o convite a Mateus, também publicano, mas chamado no ato de seu pecado; 3) o convite a Paulo, o fariseu, que foi chamado de modo drástico, ainda com terríveis intentos em seu coração. Mas Deus o viu na estrada de damasco, a estrada da rebeldia, do orgulho e da perdição. Mas o chamado chegou a ele, e por ele foi aceito.

Deus é ainda aquele que busca, e nós somos aqueles que são encontrados.

4. Em Quarto Lugar: Notemos os instrumentos de Deus para a salvação do pecador (v. 26-39).


Podemos encontrar no texto, uma variedade de recursos que Deus coloca à disposição de cada pecador. Veja que 1) Deus coloca a Palavra que promove a fé  mas mãos do pecador, a fim de ele receba o ensino para a salvação; 2) Deus coloca o evangelista no caminho do pecador, a fim ele seja o meio da comunicação da verdade experimentada; 3) Deus coloca o anjo, que guia o evangelista até o local do encontro; 4) Deus coloca o Espírito Santo que orienta a aproximação, bem como sensibiliza o coração do pecador para que ele entenda e atenda o apelo da graça; 5) e finalmente, Deus disponibiliza o meio para a comunhão eclesial e divina, no batismo do pecador, quando ele confirma a sua decisão pela salvação.

De fato, o que o texto claramente revela, é que Deus trabalha incansavelmente pela salvação do pecador e nesse oficio, Ele convoca todo o Seu exército.


5. Em Quinto Lugar: Notemos o amor de Deus pelo pecador (v. 32-33).


Veja que na leitura do eunuco, surge o texto de Isaías 53. Porque este e não outro capítulo? Certamente porque qualquer outro motivo para a entrega seria pequeno frente a uma resposta sincera de um coração tocado pela gratidão pelo sacrifício do Redentor. Em Apocalipse 5, todo o universo celebra em adoração ao Cordeiro de Deus e diz que Ele é digno, porque comprou a todos com seu próprio sangue. Essa é a suprema motivação.
O cordeiro de Deus é o ponto de partida para a salvação do pecador, e é desse ponto que Filipe anuncia a Jesus. Esse é o ponto de partida para que também nós aceitemos a graça suprema de Jesus e a Ele nos rendamos em adoração.

6. Em Sexto Lugar: Notemos decisão do pecador (v. 36).


Entra neste ponto, a questão da escolha da parte do pecador. Sempre o livre arbítrio foi nosso maior privilégio, todavia, nosso maior problema. Adão caiu não por fraqueza, mas por um ato de sua vontade. Porém, que bom termos o oposto em Cristo: Ele era um homem, à semelhança de Adão, mas permaneceu firme na provação do deserto. Ambos escolheram, tanto para a vitória quanto para a derrota. José também escolheu ser fiel e venceu. Por outro lado, Sansão escolheu o pecado e caiu. Por isso, Josué apelou: escolhei hoje a que sirvais. Elias também apelou: ou ao Senhor, ou a Baal. É preciso escolher sempre.

Não temos a capacidade de vencer, mas sempre teremos a capacidade de escolher. No fim, Deus salvará aqueles que O escolherem acima de todos os caminhos do mundo. E a nossa escolha, qual tem sido?

7. Em Sétimo Lugar: Notemos a importância do batismo (v. 38).


Muitos questionam o porque do apelo para o batismo. Veja que o eunuco poderia apenas aceitar a Palavra, e desenvolver a fé em Jesus. Mas vemos que ele se dispõe a ser batizado. Porque decidiu-se? 1) certamente porque além de ensinar acerca de Jesus, Filipe ensinou acerca de um compromisso com a mensagem e a Pessoa de Jesus, e esse compromisso seria declarado pelo sinal deixado por Ele mesmo: o batismo; 2) além disso, o batismo é um testemunho público tanto para Deus, quanto para as potestades que disputam pelo destino do pecador. Deus, o Diabo, os anjos e mesmo o mundo e a igreja devem estar cientes de qual caminho escolhemos em nosso coração.
É com a boca que se confessa e com o coração que se crê. Ao ouvir a pregação de Filipe, o eunuco desejou evidenciar a confirmação de sua fé, tanto para Deus quanto para a Igreja, representada em Filipe. E este passo, Deus espera de nós hoje.

8. Em Oitavo Lugar:Notemos a alegria do salvo, ao fim do relato (v. 39).


Vemos que no começo, havia um homem em busca de Deus, ansioso por entender seu destino aos olhos divinos. Termina o relato com a alegria do pecador redimido que segue a viagem, cheio de júbilo. Isso conflui na ideia do verdadeiro espírito do Cristianismo. Revela que ser cristão nunca é o andar de cabeça baixa, encurvado, à semelhança dos fariseus dos dias de Jesus. Como bem dizia C. S. Lewis, a vida cristã deve ser e é de fato uma vida de alegria.
Se alguém entende que seria um sofrimento andar no caminho de Jesus, está de fato enganado pelo marketing do diabo, nosso arqui-inimigo. Tenta ele pintar o caminho do pecado como repleto de luzes e ladeado de flores, mas esconde as dores próprias dessa escolha. No caminho de Jesus, haverá sempre as dores e provas pelo seguimento, porém a realização interior superará todas as dores e sofrimentos de nossa jornada. Nenhuma dor sobrepuja a alegria do redimido em Cristo.

Concluindo


Como vemos, Deus está totalmente envolvido no processo de salvar, e coloca sempre ao dispor do pecador todos os recursos a fim de que ele seja salvo. Como o eunuco de Atos 8, cabe a ele apenas ceder e não resistir à obra divina, em todo o processo. Ao entendermos o amor de Deus e Seu caminho, basta apenas aceitar e experimentar a realização que dEle advém.

Como você tem reagido? Convido-o a ceder ao toque de Deus agora mesmo.


 http://pastorclaudiosampaio.blogspot.com

3 comentários:

  1. Falando de batismo, pode uma pessoa depois da conversão que não seja casado só mora junto mesmo que tenha trinta anos de convivência,, pode batizar nas águas?

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    Respostas
    1. Olá anônimo

      obrigado pela visita.
      se deseja uma resposta bíblica, Paulo diz em 1 Co 7:8 e 9:

      "E aos solteiros e viúvos digo que lhes seria bom se permanecessem no estado... Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado."

      só duas hipóteses segundo Paulo: ou solteiro ou casado, mas nunca resolver a questão da necessidade sexual com outra alternativa.

      Respeitando a cultura, no mundo em que vivemos só existe uma forma de se reconhecer o estado do matrimônio: casamento civil.

      tentar viver o cristianismo autêntico sem estar em dia com a visão apostólica seria um engano.

      conselho?

      recomendo com base na Bíblia, que se case primeiro. depois, se batize.

      abraço, volte a comentar.

      C.

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  2. Pode, a única condição do texto bíblico é aceitar Jesus como seu Salvador.

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