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Get on Up! James Brown e a História de um Homem Só


Aproveitando o descanso da segunda feira, depois de colocar a leitura em dia, e desfrutar um momento com a família,  agora a tarde arrisquei-me em assistir a um filme biográfico. Divulguei no catálogo da Netflix o filme "Get on Up!", baseado na história do conhecido cantor negro, James Brown e me dispus, sossegadamente.

Trata-se de uma boa produção. Lançado em 2015, o filme teve a direção de Tate Taylor (de Histórias Cruzadas) e é protagonizado pelo ator e roteirista Chadwick Boseman. O filme é um drama com mais de duas horas de duração, mas tem um bom ritmo, e consegue segurar bem a atenção da platéia. Mesmo o elenco coadjuvante que conta com astros como Lennie James e Dan Aykroyd consegue se sair muito bem.

Sobre Brown, há muito que dizer, mas não cabe no espaço. Em suma, esse artista que veio de uma infância marcada por abusos e abandono na Carolina do Sul foi uma das grandes personagens do séc 20 e um dos maiores cantores da história, influenciando inclusive outros astros como Michael Jackson. Era, no entender de muitos, o "Rei do Soul". Porém sua escalada rumo ao sucesso foi por demais tumultuada.

O filme poupa muita informação negativa, mas sabe-se que Brown se tornou um órfão abandonado pelos pais muito cedo, foi criado num prostíbulo, teve passagem pela cadeia diversas vezes, teve envolvimento com drogas, vivenciou casamentos tumultuados, tinha dificuldade nos relacionamentos, foi acusado de assédio e estupro, praticava violência doméstica, e quase ao fim da carreira, foi processado pelas próprias filhas, e por aí vai. Era marcado por alta exigência e rigor artístico, mas à luz do Evangelho, foi um homem arrogante e fracassado como "pessoa". Como o seu parceiro, o Sr. Byrd (Nelsan Ellis) diz no filme, Brown era um homem "sozinho".

O que mais me chamou a atenção é que, à semelhança de muitos ícones da música, como Etta James, Aretha Franklin, Elvis Presley, Withney Houston, e outros, o seu começo teve passagem pela igreja. Era cantor gospel junto com um grupo de rapazes, no interior do Sul dos EUA, mas logo foi seduzido pela promessa de sucesso profano. Posso afirmar que depois de duas horas diante da TV, passei admirar ainda mais a superação, foco e determinação de James Brown Jr, demonstrados no filme. Mas o que ele deixa é apenas mais um exemplo acerca daqueles que perderam o propósito divino para sua existência, optando por outros rumos aparentemente mais compensativos.

Concluo dizendo que de fato James Brown teve muito dinheiro e sucesso, vendendo mais de 100 milhões de discos e sendo apreciado no mundo todo, mesmo após sua morte, em 2006. Livros e filmes foram feitos sobre ele. Mas isso não é o mais importante na vida. Restou a dúvida acerca de quanto ele investiu na Eternidade.

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