Header Ads

Ellen G. White e a Prática do Vegetarianismo


Considerando que em muitas ocasiões tem aflorado no meio adventista intensos debates acerca do uso da carne em nossa dieta, considerando ainda que esses debates ao mais das vezes têm estabelecido Ellen White como a "última palavra" em relação à questão, convém ler o escrito abaixo, que se encontra publicado no site oficial do Centro White, órgão da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Aborda duas questões: qual o ponto de equilíbrio de Ellen White quanto à questão da carne como alimento e a base de nossa posição quanto à carne de porco. [Claudio Soares Sampaio]

... + ...

Ellen G. White e a prática do vegetarianismo 



1. Ellen White ainda comeu carne após sua visão sobre a reforma de saúde em 1863? 


Ellen White não afirmou que após sua visão sobre saúde em 1863 ela nunca mais comeu carne. Antes da visão, ela acreditava que "era dependente de uma dieta cárnea para ter energia". Por causa de sua frágil condição física, especialmente pela sua predisposição para desmaiar quando estava fraca e com tontura, ela pensava que a carne era "indispensável". De fato, naquela época ela era "uma grande comedora de carne"; a carne era seu "principal artigo de alimentação".

Mas ela obedecia à luz que ia tendo. Tirou a carne de sua "lista de compras" imediatamente, e esta não foi mais uma parte regular de sua dieta. Ela praticava os princípios gerais que ensinava aos outros, tais como aquele de que deve-se usar o melhor alimento disponível. Quando longe de casa, tanto viajando quanto acampando em condições precárias, décadas antes de serem inventadas as refeições de fácil preparo, encontrar uma dieta adequada era muitas vezes difícil. Nem sempre capaz de obter o melhor, por qualquer que fosse a razão, ela às vezes optou pelo bom - o melhor que podia obter naquelas circunstâncias.

Ellen White não era dogmática quanto ao comer carne. Em 1895 ela escreveu:
"Nunca julguei ser meu dever dizer que ninguém deveria provar carne, sob quaisquer circunstâncias. Dizer isto... seria levar ao extremo a questão. Nunca senti ser dever meu fazer asserções arrasadoras. O que tenho dito, disse-o sob uma intuição do dever, mas tenho sido cautelosa em minhas afirmações, porque não queria dar ocasião para qualquer pessoa ser consciência para outro" - (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pp. 462, 463).

Em tentativas modernas para entender a história, muito freqüentemente o passado é julgado pelo presente, na maioria das vezes de modo desintencional. As pessoas do passado devem ser julgadas no contexto das circunstâncias delas, não das nossas. Numa época em que não havia refrigeração, quando obter frutas e vegetais frescos dependia de onde se vivia e da época do ano, quando os substitutos para carne eram raramente obtidos, antes da introdução da manteiga de amendoim e dos cereais desidratados (em meados da década de 1890), em algumas ocasiões ou se comia carne ou não se comia nada. Hoje em dia, na maioria das vezes comer carne raramente é uma necessidade.

Enquanto estava na Austrália, chegou a ponto de banir "absolutamente a carne de minha mesa". Por um tempo, ela havia permitido que um pouco de carne fosse servida para os empregados e membros da família. Daquela época em diante (janeiro de 1894), foi entendido que
"quer eu esteja em casa quer viajando, nada disso deve ser usado por minha família, ou vir à minha mesa" (ibid., p. 488). 
Muitas das declarações mais enérgicas de Ellen White contra a carne foram escritas depois de ela haver renovado seu compromisso de abstinência total em 1894.

As principais visões de Ellen White sobre saúde, em 1863 e 1865, abrangeram todos os aspectos da mensagem da reforma de saúde que ela enfatizou até a morte. As mudanças em certas ênfases ao longo dos anos somente refinaram esses princípios; não lhes acrescentaram nem subtraíram nada. À medida em que o tempo passa, mesmo os profetas devem tomar tempo para assimilar os princípios revelados - tempo para que a teoria se torne prática em sua própria vida. Ela constantemente defendia o princípio, tanto na prática quanto no ensino, de que todo aquele que é comprometido com a verdade mudará do ruim para o bom, do bom para o melhor, e do melhor para o ideal. Tal foi a sua experiência.

2. Por que Ellen White comeu carne porco por volta de 1858, se ela era uma profetisa?


E o que dizer sobre sua aparente reversão na questão do comer carne de porco? Em 1858 ela escreveu para os Haskells (Irmão e Irmã A) sobre uma série de itens, repreendendo-os por insistirem que deveria ser feito um "teste" quanto a comer carne de porco:
"Vi que suas idéias sobre a carne de porco não seriam prejudiciais se vocês as retivessem para si mesmos, mas, em seu julgamento e opinião, os irmãos têm feito dessa questão uma prova. ... Se Deus achar por bem que Seu povo se abstenha da carne de porco, Ele os convencerá a respeito. ... Se for dever da igreja abster-se da carne de porco, Deus o revelará a mais do que duas ou três pessoas. Ele ensinará a Sua igreja o dever dela" - (Testemunhos Para a Igreja , vol. 1, pp. 206, 207).

Na visão sobre a reforma de saúde de 6 de junho de 1863, foi revelada uma extensa lista de princípios de saúde. No ano seguinte ela publicou um capítulo de cinquenta páginas intitulado "Saúde" no Spiritual Gifts , vol. 4. Em referência à carne suína, ela disse: "Deus nunca designou o porco para ser comido sob nenhuma circunstância" (p. 124), e em seus livros posteriores ela continuou a enfatizar as consequências prejudiciais do comer a carne de porco. 

3. Como se explica esta mudança nos conceitos de Ellen White entre 1858 e 1863?


Em primeiro lugar, ela não havia recebido qualquer luz de Deus sobre a carne de porco antes de 1863. Sua visão em 1858 não a informou se era certo ou errado comer carne de porco. O que ela fez foi reprovar este irmão por criar divisão entre os adventistas ao fazer da questão uma prova naquela época. Em segundo lugar, ela deixou aberta a possibilidade de que se o consumo de carne de porco devesse ser descartada pelo povo de Deus, Ele iria, a Seu próprio tempo, "ensinar a Sua igreja o dever dela". Quando a visão realmente veio, quase cinco anos mais tarde, a igreja toda compreendeu claramente a questão e nunca mais houve divisão a respeito desta questão.

Fonte:
Adaptado de Herbert E. Douglass, Mensageira do Senhor: O ministério profético de Ellen G. White (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2001), pp. 157, 158, 312-319.

fonte: http://www.centrowhite.org.br/antigo/ellendoc-2a.htm#pra_veg


9 comentários:

  1. Ola irmã Sampaio... espero que a paz de nosso Senhor esteja acompanhando seus passos, sua familia e seu ministério.
    Meu nome é Edson, sou de uma pequena cidade do interior de MS.
    Gostei do assunto abordado na sua página (EGW e a prática do vegetarianismo); ainda mais quando vamos (na proxima semana) entrar nesse tema na lição da escola sabatina (se é que o irmão já se atentou pra isso).
    Não porque eu seja vegetariano (como sou há pelo menos 17 anos); talves não devamos realmente fazer da questão carnea "uma prova de comunhão", mas meu querido irmão, não permita que a luz seja diminuída! Fui batizado em um grupo fora da igreja, estou agora entrando para a IASD, mas percebo um pensamento muito aquém do que deveríamos ser ou estar pregando aos nossos membros. Não deveríamos pôr maior peso nessa questão? uma vez que há tanto tempo a luz reflete sobre nós?
    Em Conselho sobre Regime Alimentar (CRA), há uma quantia enorme de textos contrários ao nosso uso de alimentos carneos (principalmente); expecialmente tratando-se de pastores! Não deveríamos meditar mais nessa questão, ainda sendo ela "o braço direito da mensagem do 3° anjo" ? Uma vez que Deus, atraves de EGW, deu luz sobre tal questão, que nos últimos dias (parte final do juízo investigativo de Deus) deveria fazer parte do modo de vida de Seu povo (adventista), no "grande dia da expiação" que estamos vivendo, não deveríamos nos posicionar com vigor ao lado dos principios do Senhor?
    Se fossemos analizar biblicamente a questão (penso), não encontraríamos posição para nos abstermos dos alimentos estimulantes (não digo somente - mas principalmente a carne)? É verdade também que não devemos fazer disso nossa total religião, mas será que não deveríamos tomarmos posições "do mal para o bom; do bom para o melhor; do melhor para o ideal"?
    Não diz a senhora White (bem como a bíblia) que vivemos no "grande dia da expiação"?; nesse dia não exigía-se um jejum do povo judeu?; não diz a serva do Senhor, que - agora - o jejum que Deus nos pede é a abstinencia dos alimentos estimulantes? (CRA). Não diz ela que "se Deus deu essa luz certamente irá cobrá-la de nós"?
    Quero lutar ao seu lado, e quero que o irmão lute ao meu lado também! Nâo diminua em hipótese alguma o que Deus deseja que chegue até o final (ideal).
    Seu irmão, Edson. Abraço.

    ResponderExcluir
  2. So nao entendo porque de tanta resistencia em nosso meio a uma mensagem tao clara e limpida como esta!!!

    Odailson...
    Icarai-MG

    ResponderExcluir
  3. Caros irmãos

    Graça e Paz

    O grande problema envolvendo este assunto é que sempre tem sido visto como uma guerra, e por isso tem causado tantos danos. De imediato digo que não estou lutando de nenhum lado. Nem contra nem a favor de ninguém: minha bandeira é o equilíbrio. Já fui durante certo tempo um falso reformista da saude, pois como muitos, eu só tinha os olhos na questão da carne. E como muitos, passei a cometer piores pecados, que era o rancor, a mágoa e a desconfiança para com meus irmãos, principalmente os de frente da Obra justamente por conta da questão da carne.

    Creio ser desejo de Deus o abandono da carne como alimento. Em resposta a minha postura e a de muitos pastores, segue uma matéria na pagina inicia de hoje, 01 de julho de 2010.

    abraço

    CSS

    ResponderExcluir
  4. Mais detalhes de minha resposta a essas questões: http://pastorclaudiosampaio.blogspot.com/2010/07/o-equilibrio-na-questao-da-carne.html

    ResponderExcluir
  5. Oi para vc e todos os q acessaram... Esta qestão comentada de q o irmão n comia carne mas cometia outros pecad. n tem nada haver... os outros pecados vc poderia cometer comendo ou n. assim como podemos dizer q eu n comia carne de porco mas cometia outros pecados... então conclui-se q n comer carne é bom e n cometer outros pecados tb.
    Vejo q existe uma luta muito grande p fazer com q EW aprove a carne... e usam textos onde ela cita excessões... é um esforço para aprovar uma coisa q todos sabemos ser a vontade de Deus q deixemos. No Jornal Hoje, da Globo passou uma notícia de q a Universidade de Harvard comprovou q comer 80g de carne por dia (mesmo de boa qualidade) traz mais risco de mortes por doenças do coração, cêncer e outras. Foram 25 anos estudando cerca de 100 mil pessoas para chegar a esta conclusão. mas nóes q conhecemos isso há 150 anos ainda ficamos axando q o eqilibrio é comer... Sinceramente, eu jamais escreveria algo para incentivar a comer carne, mesmo q eu não considere um pecado. Muitas pessoas q nunca leram EW já deixaram esse alimento... e nós, faremos o mesmo? Que Jesus te abençoe kda dia... um abraço...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O crente sempre buscará evoluir. sai do mau para o bom e do bom para o melhor. Quem entende como algo natural o comer carne não é o correto. Mas afirmar que é um pecado é uma fala tão absurda que fará de Jesus um pecador, que comia as comidas de seus dias, como o cordeiro pascal e até serviu carne para os apóstolos. Vamos com equilíbrio, pois todos sabemos que há piores pecados que o desequilíbrio na alimentação. E eu não justifiquei nenhum deles. A sua fala acima, anonimo, só torna clara ainda mais a minha argumentação sobre o assunto...

      Excluir
  6. Leiam exclarecimento

    A Carne Como Alimento: Ellen White, Adventismo e a Busca do Equilíbrio.

    http://pastorclaudiosampaio.blogspot.com.br/2013/11/a-carne-como-alimento-ellen-white.html

    ResponderExcluir
  7. Hoje em dia sabemos que a carne traz mais malefícios do que benefícios e muitas materias feitas por grandes universidades comprovarão isso através de anos de estudos , e provando que os vegetarianos vivem 12 anos amais em comparação aos que comem carne .
    Sabendo que hoje a carne traz mais malefícios que benefícios o verdadeiro cristão tem que levar em consideração a palavra de Deus que diz que nosso corpo é temploo do espírito santo e que nenhum homicida entrara no reino dos céus pois qualquer que seja o alimento que comamos sabendo consientimente que o mesmo não nos fazem bem a própria saude estamos nos matando e passando assim aos olhos de Deus passando a sermos homicidas e devemos levar como exeplo pais , qual de vocês querem ver seu filho doente , imagino que nenhum , e assim é o pai do céu.

    ResponderExcluir
  8. O que EGW diz efetivamente no texto é clara, basta ter um pouco de conhecimento na interpretação de texto, segundo ela :"Vi que suas idéias sobre a carne de porco não seriam prejudiciais se vocês as retivessem para si mesmos, mas, em seu julgamento e opinião, os irmãos têm feito dessa questão uma prova. . Estava simplesmente referindo a IDÉIA sobre a carne de porco que deveriam os HASKELL guardarem para si,e não fazerem caso probatório de cristianismo, em nenhum momento ela disse que comeu carne como sugere o tema da página.

    ResponderExcluir

Sua opinião é importante para mim. O que você pode acrescentar? Entretanto, observe:

1. Os comentários devem ser de acordo com o assunto do post.
2. Avalie, pergunte, elogie ou critique. Mas respeite a ética cristã: sem ataques pessoais, ofensas e palavrões.
3. Comentários anônimos não serão publicados. Crie algum nome de improviso para assinar o escrito, caso não queira se identificar.
4. Links de promoção de empresas e sites serão deletados.
5. Talvez seu comentário não seja respondido imediatamente
6. Obrigado pela participação.